E quantas vezes a gente se pergunta o que vai fazer? Na vida, nos relacionamentos, temos sempre decisões a tomar, caminhos a escolher...
É a vida!
Perguntas, perguntas, perguntas, que anseiam por respostas o tempo inteiro.
Não há nada pior na vida do que não saber o que escolher, não é mesmo? Dúvidas... Saiam da nossa mente! Pelo menos imagino eu, que cada um de nós tenhamos uma certeza diante das coisas, a certeza daquilo que a gente não quer, e isso já é alguma coisa!
Lembro-me da vez que fui fazer inscrição para o meu primeiro vestibular na UFRN, último dia de inscrição e eu mandei minha mãe escolher, isso por telefone, porque eu não sabia o que queria fazer!
Depois liguei para minha mãe e perguntei, e aí fez a inscrição em qual curso?(Como se ela que fosse prestar o vestibular, kkk)
Quando ela me disse: Enfermagem, eu caí para trás branca! Ela: O que foi?
Poxa vida mãe, enfermagem não!
Ela: Mas você não mandou eu escolher Sarah!
Eu sei, mas enfermagem não né mãe?! =/
Ela: Ô menina complicada, não faça!Oraa...
Beleza, não fiz! (y)
Isso antes, eu vinha atingindo uma média boa no PSS na Paraíba, minha escolha seria o curso de direito se tivesse dado certo ir morar lá, mas não deu!Obs.: Eu tinha 16 anos.
Enfim, eu também pensava em psicologia, jornalismo. Uma vez que, fui uma das responsáveis pela fundação do jornalzinho da escola, e me identificava. Isso aconteceu quando eu estava na 8° série, os outros integrantes do "jornalzinho" eram em sua maioria do segundo ano, ou do terceiro.
Outra vez, quando eu dizia que pensava em fazer psicologia, minhas amigas, não vou citar nomes(kkkk), geralmente vinham com os comentários do tipo: Vocêê??? Psicologia? Dá certo não! Nada haver! E eu naquela de não saber o que queria, ficava mais atordoada ainda.
Outra vez, quando eu dizia que pensava em fazer psicologia, minhas amigas, não vou citar nomes(kkkk), geralmente vinham com os comentários do tipo: Vocêê??? Psicologia? Dá certo não! Nada haver! E eu naquela de não saber o que queria, ficava mais atordoada ainda.
Enfim, vim morar em natal, e naquela de não saber o que fazer, comecei turismo. Se é que pode se chamar de começar né, porque não paguei nem o primeiro período do curso. Cheguei um belo dia em casa e disse: Mãe, não vou mais! Odiei! Não quero turismo!
Aí mais uma vez veio a maldita pergunta: " E você quer o quê? "
Respondi: Estou entre psicologia e direito! Minha mãe foi logo tomando a frente e dizendo: Direito eu pago, psicologia não!
Eu já não sabia mesmo o que ia fazer, então tá bom! Direito! (y)
Comecei e fui levando, simpatizei com o curso, conheci o direito civil e me apaixonei. E para quem está perdida, qualquer sinal positivo é lucro! Bingo! É isso! É isso?!
Até que me vieram complicações maiores, como trabalho, relacionamento ruim e a faculdade, que por causa das complicações anteriores também não iam tão bem, e as coisas foram desandando, afundando até que: BOOOM! Namoro acabou, perdi o emprego, e fui reprovada!
Nesse momento eu pensei: Me falta acontecer mais o quê? Cadê? Pode vir mais que eu estou pronta! No chão eu já estou, agora pode vir alguém e fazer o favor de me pisar e me enterrar!
Eu já era pouco perdida, e agora? Passei um bom tempo trancada em casa, sem sair do quarto, sem saber para onde ir nem o que fazer, eu realmente não tinha noção de mais nada na vida!
Algumas amigas me chamavam para sair, curtir, e eu fui esquecendo um pouco das situações chatas! Até voltar para casa, colocar a cabeça no travesseiro e lembrar de tudo, de todos os fantasmas que me rodeavam, então comecei a passar o menor tempo possível sozinha, e em casa. Me indicaram para começar a trabalhar com eventos, e por um bom tempo minha vida se resumiu em: Trabalhar em eventos, pegar o dinheiro e gastar com farra, uma atrás da outra, sem parar! Enquanto tivesse trabalho e dinheiro, eu estava na rua, na época pareceu uma coisa, era trabalho viu, um atrás do outro, e com isso dinheiro. E aí vinha o quê? Mais farra!
Mas voltando ao curso de direito, quando eu já não estava mais animada com o curso, me inscrevi em um mini-curso de psicologia jurídica, dado esse pelo professor Djason Cunha, nunca esqueci!
Naquele dia eu tive certeza, é isso! Que coisa perfeita, como psicologia é realmente interessante!
E aos poucos na minha vida eu só fui tendo a certeza disso, direito não era mais um curso que talvez me interessasse, as profissões que o direito me proporcionaria na vida não me interessavam, pelo simples fato de que eu não me via fazendo certas coisas a vida inteira. Hoje, cada vez mais tenho essa certeza, e o engraçado é que até hoje me vem alguém e pergunta: E o curso? Não vai voltar!? Principalmente a minha mãe... Acho que ela não cansou de ouvir que eu não quero, e não vou mais fazer direito!
Pois é minha gente, todo mundo tem dúvidas, principalmente eu! Agora me digam vocês o que acham? Sinceramente, não me importa mais a opinião de ninguém! Agora vou pra onde eu quiser, isso claro se Deus me permitir, porque se depender das minhas pernas e dos meus braços, vou fazer psicologia, e se um dia eu descobrir que não é isso que quero, que ninguém se meta!
Porque não vai ser você nem muito menos a minha mãe, que vai trabalhar a vida inteira com uma coisa que não gosta, no meu lugar!
Podem me dizer que não dá dinheiro, que é difícil, não importa mais! Agora a decisão e a luta, são exclusivamente minhas!
Pronto falei!!!!
E quer saber como eu me sinto? Muito mais feliz agora! :)
E embora eu não tenha que dar satisfações a ninguém da minha vida, nem das escolhas que faço nela, estou dizendo! ;) kk..







