domingo, 31 de julho de 2011

Invisível por um momento.

Eu queria poder andar sozinha pela noite nas ruas, como quem procura paz ou procura respostas, como quem vaga sem ser visto, e observa as pessoas nos bares, ou nas calçadas;
Conversas e risadas de um grupo de amigos, ou a menina no banheiro retocando a maquiagem... Na noite todos são iguais, todos querem se divertir... Encontram no fundo de um copo que já foi bebido, toda a coragem de que necessitam para estarem ali, a segurança de chegar, ser e sair... Eu queria ser invisível para observar, passar e não ser notada, e ver a reação de cada um a cada coisa que acontece... Até mesmo para ver só o que acontece, mesmo que não houvessem maiores reações...

Andar sozinha nas ruas a noite, só sentindo a noite, e o vento frio no meu rosto... Viver, mas não está ali, e pudesse ir a vários lugares diferentes, como se fosse levada por uma ventania rápida passando, para o lugar que eu quisesse, no tempo de um sopro, ou de um piscar de olhos... Poder olhar para as pessoas que gosto, beijar a bochecha e sair, como se ninguém visse ou sentisse nada, apenas eu pudesse estar ali, aquietar meu coração e sair... Também queria ter o poder de curar e só fazer o bem.
Aonde eu visse alguém chorando, soprar um pozinho que fizesse sorrir. Depois passar em um hospital de crianças com câncer,e em cada quarto jogar o pozinho mágico que haveria em minha sacola, e todas elas acordassem com seus cabelos grandes, coradas e saudáveis.
Eu queria só poder observar o mundo e vê-lo mais feliz.
Ao invés de ver pessoas procurando companhia pro momento, ou para o simples fato de se sentirem desejáveis e conquistadoras, e não incapazes e sozinhas, na noite... Quando acordassem, pudessem encontrar alguém, para abraçar e compartilhar o dia, as alegrias, alguém que pudessem contar, ou simplesmente para estar ali, fazendo corações alegres, e momentos comuns especialmente diferentes...



Que essa noite tão somente minha, e longe de qualquer perigo, não passasse até que eu tivesse resolvido todos os problemas, e eu agora caminhando nas ruas iluminadas e vazias, voltando para casa, subitamente acordasse deitada em uma cadeira de praia, com meus amigos rindo estridentemente alto, e alguém se virasse para mim e dissesse: Porquê você não está rindo? Não entendeu a piada? E eu responderia: O quê?
Enquanto alguém ali só pensasse que eu estava desligada do momento, mal saberia que ali estava só o meu corpo desligado, e na verdade nunca imaginaria, onde meu verdadeiro "eu" estava, e o que realmente estava fazendo... Só queria poder voltar e sair quando eu quisesse, e tudo continuasse normal e ali...

domingo, 24 de julho de 2011

Acabou o pagode na Rehab!

Parece irônico, mas na verdade é muito triste...

E para aqueles que conhecem e admiram uma boa música, sabem que perdemos uma grande voz do soul, um grande estilo e autenticidade.
Excêntrica, uma palavra que definia bem a minha querida #pohaloka.
A mídia é louca e sangue-suga, e não deixava que Amy esquecesse todos os problemas que tinha, vamos ser sinceros quando as pessoas não são sociáveis com a fama, ela as consome de maneira destrutiva... Foi bem assim com ela e com outros "gênios da música" que morreram, não estou aqui para falar dos problemas que ela tinha, que afinal todos conhecem...
Mas sim de uma grande voz que se foi, nos privando de outros possíveis trabalhos fantásticos... Polêmica, louca, falem o que quiser... Em todo mundo há um pouco disso tudo.
É com muita tristeza que me despeço dela!





AMO!











Porém sei que sua boa música, sua linda voz, e seu excêntrico jeito de ser e se expressar, se eternizam...

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Violência é CRIME!

Por isso existe hoje, para a sociedade em geral, essa relação violência–crime ou crime-violência, eis que as condutas criminosas presentes no Código Penal e leis penais extravagantes brasileiras são condutas que, na grande maioria dos casos, são praticadas com violência.


O Código Criminal de 1830, no artigo 2º, § 1º, previa que: “Julgar-se-á crime ou delito toda ação ou omissão contrária às leis penais”. O Código Penal de 1890, no artigo 7º, dispunha que: “Crime é a violação imputável e culposa da lei penal”.³
A Lei de Introdução ao Código Penal Brasileiro
(Decreto –lei nº 3.914/41) dispõe que:
Considera-se crime a infração penal a que a lei comina pena de reclusão ou detenção, quer isoladamente, quer alternativa ou cumulativamente com a pena de multa; contravenção, a infração a que a lei comina, isoladamente, pena de prisão simples ou de multa, ou ambas, alternativa ou cumulativamente.
³ FRAGOSO, Heleno Cláudio. Lições de Direito Penal: Parte Geral.  16 ed. Rio de Janeiro: Forense, 2004, p. 174.Revista da Faculdade de Direito de Campos, Ano VII, Nº 8 - Junho de 2006



  • Do latim, o termo violência vem de vis. Vis absoluta significa violência física.
  • Violência moral vem da expressão vis compulsiva e vis impulsiva.

No dicionário Aurélio significa:


Violência:
1. Qualidade de violento.
2.  Ato violento.
3. Ato de violentar.

Violentar:
 v.t.d. 1.  Exceder violência sobre
2.  V. Estuprar.
3.  Forçar, arrombar.
4.  DESRESPEITAR.
P. 5. Constranger-se; desrespeitar-se.






É o crime um “desvalor da vida social, ou seja, uma ação ou omissão que se proíbe e se procura evitar, ameaçando-a com pena, porque constitui ofensa (dano ou perigo) a um valor da vida social.



VIOLÊNCIA URBANA: UMA REFLEXÃO SOB A ÓTICA DO DIREITO PENAL
Nara Borgo Cypriano Machado*
*Professora da FDV – Faculdades de Vitória. Mestranda em Direito pela Faculdade de Direito de Campos
Revista da Faculdade de Direito de Campos, Ano VII, Nº 8 - Junho de 2006




A verdade é que vivemos em uma sociedade que se diz "evoluir", onde o tempo também é um fator responsável para que isso ocorra. Transformação e crescimento, essa seria a lógica das coisas.
Mas a violência no geral só nos mostra o quanto regressivos somos, certo que estatisticamente falando pode-se dizer que esse número tenha aumentado junto com o crescimento populacional . Porém diante de todas essas observações, podemos considerar o mundo em que vivemos um mundo evoluído? Ou estamos a beira de um abismo no qual estamos imóveis a esses acontecimentos?
RESPEITO... Respeitar:
Espaços, escolhas, pessoas, animais, o mundo em que vivemos... Qual é o seu conceito de respeito? E até onde ele vai?

O ser humano mal respeita a sua própria espécie, somos todos arrogantes, "cheios de si", como podemos impedir essa falta de amor por outros seres? 


Egoístas;
Consumistas;
Capitalistas.       JÁ BASTA!!!



Qualquer tipo de violência é crime, seja ela contra a natureza, pessoas ou animais. A violência é um ciclo que cresce associada com a falta de respeito. Vamos interromper esse ciclo, e começar um novo, um novo mundo de AMOR, RESPEITO e CARIDADE.
Podemos responder a todo o mal, tudo o que há de pior, com: Sorrisos, abraços, perdão. Amor!
Que seja você o principal responsável de propagar essa idéia. Não trata-se de uma utopia, e sim de uma IDEOLOGIA! Só depende de nós!





terça-feira, 19 de julho de 2011

De repente algumas músicas falam, o que eu quero dizer...

 A minha liberdade de expressão hoje, começa assim:

Tô nem aqui, tô nem ali, tô nem aí...



Por esse pão pra comer, por esse chão pra dormir
A certidão pra nascer, e a concessão pra sorrir
Por me deixar respirar, por me deixar existir
Deus lhe pague
Pelo prazer de chorar e pelo "estamos aí"
Pela piada no bar e o futebol pra aplaudir
Um crime pra comentar e um samba pra distrair
Deus lhe pague
Por essa praia, essa saia, pelas mulheres daqui
O amor malfeito depressa, fazer a barba e partir
Pelo domingo que é lindo, novela, missa e gibi
Deus lhe pague
Pela cachaça de graça que a gente tem que engolir
Pela fumaça, desgraça, que a gente tem que tossir
Pelos andaimes, pingentes, que a gente tem que cair
Por mais um dia, agonia, pra suportar e assistir
Pelo rangido dos dentes, pela cidade a zunir
E pelo grito demente que nos ajuda a fugir
Pela mulher carpideira pra nos louvar e cuspir
E pelas moscas-bicheiras a nos beijar e cobrir
E pela paz derradeira que enfim vai nos redimir
Deus lhe pague.


Em homenagem a todos os dias, em que socializar é cansativo...





...


Posso ser doce, mas também existo na opção meio-amargo:




E enfim, é isso!


terça-feira, 5 de julho de 2011

"Solteirice aguda."

Liberdade!, Liberdade!
Abre as asas sobre nós
E que a voz da igualdade
Seja sempre a nossa voz...
(Samba enredo 1989, G.R.E.S. Imperatriz Leopoldinense - RJ)



Seria uma doença? Ou a fase mais feliz da minha vida?
Como eu poderia ter tudo isso em minhas mãos, e não saber o que fazer com ela!? Como? Como? Como?
Mas agora que eu te descobri, paraíso adormecido, não sei se posso mais te deixar!
Foi pior do que amor a primeira vista, um casamento comigo mesma, onde o amor maior é a minha vida! Ihuuull... Não sei se quero, ou se suporto sair disso... Uma vez descobertas as delicias do que se vive, é bem difícil de se trocar! E eu quero mais, muito mais! O que era água, virou vinho... E o vinho é bem melhor!


Talvez o motivo de toda essa euforia seja, um amor adormecido que existia, provar quase as mesmas coisas e sentir novos sabores, aprender a valorizar cada momento é importante, sempre! Tudo, seja bom ou seja ruim, é proveitoso! Saiba enxergar, saiba curtir cada momento, viva, respire, salte, surpreenda-se...

E viva! Mais uma vez, essa sensação: